NOTÍCIAS

Especialistas da Rede OIAPSS discutem situação atual e principais tendências dos sistemas de saúde ibero-americanos durante 34º Congresso do Conasems

O evento reunirá representantes de oito países membros da Rede OIAPSS para discutir os resultados apresentados na primeira etapa de atualização da Matriz Analítica

Após finalizar a primeira etapa de atualização do banco de dados da Matriz Analítica, o Observatório Ibero-Americano de Políticas e Sistemas de Saúde (OIAPSS) apresentará os resultados encontrados no estudo durante uma Oficina de Trabalho que acontecerá no âmbito do 34º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde entre os dias 25 e 27 de julho na cidade de Belém/PA.

Na ocasião estarão presentes os representantes dos Núcleos Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Paraguai, Portugal e Uruguai que apresentarão uma análise da saúde dos seus respectivos países a partir dos dados apresentados na Matriz.

A Matriz

Atualmente, a Matriz Analítica do OIAPSS conta com mais de 60 indicadores classificados e distribuídos em três dimensões temáticas: determinantes sociais, condicionantes e desempenho.

A primeira etapa do projeto contava com a participação de sete países: Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru e Portugal. Com objetivo de agregar outras informações que permitissem dar mais consistência à Matriz, estimulando o seu uso e a difusão do conhecimento gerado por meio dela, foram inseridos na plataforma novos indicadores e mais três países: Chile, México e Uruguai.

Os países previamente selecionados para integrarem essa nova etapa já colaboram direta ou indiretamente com as ações do Observatório e já vêm acompanhando as discussões da Matriz há alguns anos, mas, como entraram na Rede do OIAPSS depois que os trabalhos de pesquisa já estavam em andamento, não puderam fazer parte do projeto naquele momento.

De acordo com Eleonor Conill, vice-coordenadora geral do OIAPSS, o objetivo é agregar países que possam fortalecer a validade do modelo comparativo. “O Chile e o México fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), que é, tradicionalmente, uma base de dados que tem muita validade, e que o Brasil começa a estar enquanto um parceiro que entrará na OECD. O Uruguai, por exemplo, além de já ter participado de algumas atividades promovidas pelo Observatório, desenvolve políticas inovadoras na área de saúde mental, como o uso controlado da cannabis.  A nível de indicadores de saúde mental e violência, seria muito interessante poder avaliar os efeitos que essa política pode trazer à população”.

Programação

Confira aqui a programação completa da Oficina.

Por Tamires Marinho

resep